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	<title>blog do Paulo Henrique Soranz</title>
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	<description>Um espaço para o bom debate, seja ele qual for</description>
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		<title>blog do Paulo Henrique Soranz</title>
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		<title>Greve armada</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 17:31:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João José de Oliveira Negrão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A greve dos soldados da Polícia Militar da Bahia, que chegou ao Rio de Janeiro, ali envolvendo também policiais civis e bombeiros, levanta uma questão delicada, mas que precisa ser democraticamente enfrentada: o direito destes trabalhadores de fazer ou não movimentos paredistas, como estabelecido para outras categorias. A coisa toda não é simples. Policiais, como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulohenriquesoranz.wordpress.com&amp;blog=23840415&amp;post=424&amp;subd=paulohenriquesoranz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A greve dos soldados da Polícia Militar da Bahia, que chegou ao Rio de Janeiro, ali envolvendo também policiais civis e bombeiros, levanta uma questão delicada, mas que precisa ser democraticamente enfrentada: o direito destes trabalhadores de fazer ou não movimentos paredistas, como estabelecido para outras categorias.</p>
<p>A coisa toda não é simples. Policiais, como o braço armado do Estado, logicamente portam armas. Quando de um conflito com as instituições deste mesmo Estado que os emprega e que é o dono das armas, podem estes trabalhadores continuar armados? Me parece que não, sob o risco de se abrir espaços para estratégias muito perigosas, seja no convencimento aos fura-greves, seja nos confrontos que eventualmente ocorrem nas paralisações de qualquer categoria.</p>
<p>A divulgação de conversas, gravadas com autorização da Justiça, com líderes da greve na Bahia combinando queimar carros para fechar uma rodovia, confirma o grau de periculosidade das greves de policiais caso estes permaneçam armados.</p>
<p>Mas outro ponto que a democracia brasileira deste século 21 precisa voltar a discutir com serenidade é a desmilitarização das polícias. A polícia militar é estruturada hierarquicamente e tem seus soldados e oficiais formados, ainda, sob forte influência da Doutrina de Segurança Nacional da ditadura militar. Tradicionalmente, o militar visa a defesa do Estado, é para isso que ele existe, e seu oponente é “inimigo” a ser destruído. A polícia, por sua vez, não tem por função precípua a defesa do Estado, mas da população. O seu combate não é contra um inimigo a ser dizimado, mas contra um cidadão, portador de direitos constitucionais, ainda que delinquindo.</p>
<p>Uma polícia treinada para lidar com cidadãos, com foco maior na inteligência do que na repressão (para a qual ela, evidentemente, precisa estar preparada, mas que estrategicamente deve ser o último recurso) é mais adequada à democracia. A sociedade e os próprios policiais teriam muito a ganhar com isso.</p>
<p align="RIGHT"><strong>João José de Oliveira Negrão é jornalista,</strong></p>
<p align="RIGHT"><strong>doutor em Ciências Sociais e professor no Ceunsp</strong></p>
<br />Filed under: <a href='https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/category/uncategorized/'>Uncategorized</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/paulohenriquesoranz.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/paulohenriquesoranz.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/paulohenriquesoranz.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/paulohenriquesoranz.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/paulohenriquesoranz.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/paulohenriquesoranz.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/paulohenriquesoranz.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/paulohenriquesoranz.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/paulohenriquesoranz.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/paulohenriquesoranz.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/paulohenriquesoranz.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/paulohenriquesoranz.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/paulohenriquesoranz.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/paulohenriquesoranz.wordpress.com/424/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulohenriquesoranz.wordpress.com&amp;blog=23840415&amp;post=424&amp;subd=paulohenriquesoranz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">João Negrão</media:title>
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		<title>Sorocaba, uma administração tapa-buraco, parte I</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 04:23:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Leme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sorocaba]]></category>

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		<description><![CDATA[A pobreza é a pior forma de violência Mahatma Gandhi . É consenso que o acesso à educação de qualidade é condição – não exclusiva, porém – fundamental (link para artigo de Márcio Pochmann em pdf) para o desenvolvimento econômico. Cada geração com índices mais altos de escolaridade produz ampliação proporcional do nível de renda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulohenriquesoranz.wordpress.com&amp;blog=23840415&amp;post=416&amp;subd=paulohenriquesoranz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;"><em>A pobreza é a pior forma de violência</em><br />
Mahatma Gandhi</p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://fernandohleme.files.wordpress.com/2012/02/gr.jpg"><img class="alignleft" title="GR" src="http://fernandohleme.files.wordpress.com/2012/02/gr.jpg?w=300&#038;h=282" alt="" width="300" height="282" /></a>É consenso que o acesso à educação de qualidade é condição – não exclusiva, porém – fundamental (<a href="http://www.scielo.br/pdf/es/v25n87/21462.pdf" target="_blank">link para artigo de Márcio Pochmann em pdf</a>) para o desenvolvimento econômico. Cada geração com índices mais altos de escolaridade produz ampliação proporcional do nível de renda e da probabilidade de que a geração seguinte se desenvolva a partir de um patamar mais alto.<span id="more-416"></span></p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, dada a relação entre a escassez dos recursos de que os diversos entes administrativos dispõem, e a diversidade das suas obrigações, tem-se investido muito mal e pouco neste setor. Seria necessário descobrir mecanismos de investimento inteligente que busquem, através da educação, conter e, no longo prazo, mitigar as discrepâncias entre as diversas classes sociais no que diz respeito à formação, acesso ao emprego e renda. É necessário, em outras palavras, um planejamento estratégico.</p>
<p style="text-align:justify;">Já houve experiências neste sentido, com eficácia variável; como os CIEPS do falecido Leonel Brizola, no Rio de Janeiro e os CEU&#8217;s de Marta Suplicy, em São Paulo. Experiências cujos resultados dependeram da qualidade e continuidade dos investimentos públicos e a aceitação, pelos representantes eleitos, que o investimento em educação não é tática eleitoral (dado o longo prazo dos primeiros resultados sensíveis), mas uma estratégia de nação. De construção de um povo.</p>
<p style="text-align:justify;">Este planejamento estratégico na prática, significa:</p>
<p style="text-align:justify;">a) identifcar, quantitativa e geograficamente, quais são os focos de pobreza (cujas inter-relações de causalidade com a criminalidade, baixa expectativa de vida e altos índices de dependência da saúde pública são intensas);</p>
<p style="text-align:justify;">b) quantificar graficamente as áreas socialmente mais vulneráveis e produzir uma razão de investimentos que seja inversamente proporcional a esse critério, de acordo com o princípio constitucional da isonomia. Ou seja, tratar os desiguais na medida de suas desigualdades, investir mais em quem precisa mais.</p>
<p style="text-align:justify;">c) construir os equipamentos públicos necessários.</p>
<p style="text-align:justify;">d) qualificar profissionais de áreas diversas de modo a capacitá-los para lidar com as questões imediatas (ausência de núcleo familiar estável, segurança alimentar, vestuário e higiene, como exemplos)</p>
<p style="text-align:justify;">e) estabelecer metas para a superação dos indicadores.</p>
<p style="text-align:justify;">f) refazer a pesquisa original, de modo a descobrir novas áreas vulneráveis, ou revisar (para cima, espera-se) as metas já existentes.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao fechar o círculo virtuoso de investimento racional do dinheiro público, os benefícios colhidos pela coletividade seriam multiplicados pela atuação, na sociedade, de pessoas mais bem preparadas para os desafios da vida profissional e para o exercício pleno da cidadania.</p>
<p style="text-align:justify;">Na ausência de políticas educacionais sérias, com investimentos racionais nos primeiros anos do ensino fundamental, administrações dos mais variados matizes ideológicos acabaram por enfatizar suas ações e investimentos na panaceia do “ensino técnico”; que, <em>grosso modo</em>, significa privar gerações seguidas de conhecimentos básicos para a formação da personalidade, inteligência e cidadania e dotá-las apenas do instrumental para atuar com conhecimento desenvolvido fora do Brasil e importado a um custo altíssimo.</p>
<p style="text-align:justify;">Em Sorocaba o fenômeno é semelhante: uma administração de tapa-olhos (e eventuais fenômenos circenses no legislativo em que questiúnculas pessoais e troca de acusações roubam a cena), enfatiza o viário e o cosmético, construindo ruas e avenidas como se delas brotassem soluções para problemas de natureza organizacional. Dando à política aspecto de <em>reality show</em> em que as personalidades valem mais do que os problemas para os quais elas foram eleitas para resolver. Contribuindo para ampliar o amplo descrédito da população frente à atividade política.</p>
<p style="text-align:justify;">O planejamento da estrutura educacional, se houvesse conhecimento e “vontade política” para implementá-lo, deveria ser um dos objetivos da administração de uma cidade com o tamanho de Sorocaba. Cidade que, em seu microcosmo, apresenta desigualdades imensas. Para tanto, seria necessário o reconhecimento de que cabe ao Estado o papel de indutor das atividades produtivas e concretizador do alicerce econômico necessário ao desenvolvimento. Sem esperar que a mão invisível do mercado produza, sozinha, resultados sociais desejáveis.</p>
<p style="text-align:justify;">Em suma: ou planeja ou tapa buraco. Em Sorocaba escolhemos a segunda opção.</p>
<br />Filed under: <a href='https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/category/sorocaba/'>Sorocaba</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/paulohenriquesoranz.wordpress.com/416/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/paulohenriquesoranz.wordpress.com/416/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/paulohenriquesoranz.wordpress.com/416/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/paulohenriquesoranz.wordpress.com/416/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/paulohenriquesoranz.wordpress.com/416/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/paulohenriquesoranz.wordpress.com/416/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/paulohenriquesoranz.wordpress.com/416/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/paulohenriquesoranz.wordpress.com/416/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/paulohenriquesoranz.wordpress.com/416/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/paulohenriquesoranz.wordpress.com/416/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/paulohenriquesoranz.wordpress.com/416/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/paulohenriquesoranz.wordpress.com/416/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/paulohenriquesoranz.wordpress.com/416/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/paulohenriquesoranz.wordpress.com/416/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulohenriquesoranz.wordpress.com&amp;blog=23840415&amp;post=416&amp;subd=paulohenriquesoranz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Estatuto da Juventude avança no senado federal</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 20:09:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wellington Santos - Tom</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuto da Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Senado]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde 2004 estamos caminhando para construção de políticas públicas para juventude com o propósito de assegurar vida digna para mais de 51 milhões de jovens ou ¼ da população brasileira. Algumas conquistas já foram obtidas como a criação da Secretaria Nacional de Juventude, criação do Conselho Nacional de Juventude, PEC da Juventude entre outras, porém [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulohenriquesoranz.wordpress.com&amp;blog=23840415&amp;post=412&amp;subd=paulohenriquesoranz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://paulohenriquesoranz.files.wordpress.com/2012/02/votac3a7c3a3o-estatuto-da-juventude.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-413" title="Votação Estatuto da Juventude" src="http://paulohenriquesoranz.files.wordpress.com/2012/02/votac3a7c3a3o-estatuto-da-juventude.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a>Desde 2004 estamos caminhando para construção de políticas públicas para juventude com o propósito de assegurar vida digna para mais de 51 milhões de jovens ou ¼ da população brasileira. Algumas conquistas já foram obtidas como a criação da Secretaria Nacional de Juventude, criação do Conselho Nacional de Juventude, PEC da Juventude entre outras, porém podemos afirmar que estamos em um período extremamente importante e significativo para toda a juventude brasileira.<span id="more-412"></span></p>
<p>A proposta do Estatuto da Juventude esta tramitando no Senado Federal e hoje se deu mais passo ruma a sua aprovação. Durante a manhã de hoje (15/02) os senadores que fazem parte da Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça de debruçaram diante do texto de proposição do Estatuto da Juventude e depois de várias horas em discussão o mesmo foi aprovado pela Comissão citada. O próximo passo é a aprovação pela Comissão de Assuntos Sociais que certamente deverá acontecer em breve. Após a aprovação na Comissão de Assuntos Sociais o texto deverá ser analisado ainda por mais duas Comissões, sendo elas; Educação, Cultura e Esporte e Direitos Humanos e Legislação Participativa. A perspectiva é que o texto passe por mais essas três comissões sem muitas alterações para chegue ao pleno para a aprovação.</p>
<p>Certamente será um momento único para toda a juventude brasileira a aprovação do Estatuto da Juventude pelo Senado. Desde já é necessário nos mobilizarmos da forma que for possível para darmos visibilidade a todo esse movimento que vem acontecendo. Defender a vida da juventude é algo imprescindível.</p>
<p align="right"><strong>Wellington dos Santos – Tom</strong></p>
<p align="right">Presidente COMJOV Sorocaba</p>
<p align="right">Membro Coordenação PJ Sul1</p>
<p align="right">Membro JPT Sorocaba</p>
<br />Filed under: <a href='https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/category/uncategorized/'>Uncategorized</a> Tagged: <a href='https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/tag/estatuto-da-juventude/'>Estatuto da Juventude</a>, <a href='https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/tag/juventude/'>Juventude</a>, <a href='https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/tag/senado/'>Senado</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/paulohenriquesoranz.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/paulohenriquesoranz.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/paulohenriquesoranz.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/paulohenriquesoranz.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/paulohenriquesoranz.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/paulohenriquesoranz.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/paulohenriquesoranz.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/paulohenriquesoranz.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/paulohenriquesoranz.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/paulohenriquesoranz.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/paulohenriquesoranz.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/paulohenriquesoranz.wordpress.com/412/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/paulohenriquesoranz.wordpress.com/412/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/paulohenriquesoranz.wordpress.com/412/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulohenriquesoranz.wordpress.com&amp;blog=23840415&amp;post=412&amp;subd=paulohenriquesoranz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>CPI da URBES: pela transparência</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 20:01:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Henrique Soranz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[CPI]]></category>
		<category><![CDATA[urbes]]></category>

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		<description><![CDATA[Em outras oportunidades, escrevi sobre minha opinião em torno de alguns dos problemas da ausência de alternância de poder em qualquer esfera de governo. Disse e reafirmo que quando um mesmo grupo político administra uma cidade por três décadas, como é o caso de Sorocaba, são tantos os vícios de comportamento que vão se acumulando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulohenriquesoranz.wordpress.com&amp;blog=23840415&amp;post=408&amp;subd=paulohenriquesoranz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em outras oportunidades, escrevi sobre minha opinião em torno de alguns dos problemas da ausência de alternância de poder em qualquer esfera de governo. Disse e reafirmo que quando um mesmo grupo político administra uma cidade por três décadas, como é o caso de Sorocaba, são tantos os vícios de comportamento que vão se acumulando que a tendência é que cedo ou tarde o castelo comece a ruir.<span id="more-408"></span><br />
Assim aconteceu no caso em que determinado secretário ofereceu vantagens fiscais a empresa de sua família, ou quando se descobriu que um outro era sócio de hospital que recebia verba pública, ou mesmo quando um ainda mais abusado ousou utilizar-se de computador da própria Prefeitura para arquivar materiais de sua mania doentia de se divertir com fotos de crianças nuas. É assim quando não se pratica a alternância de poder. As pessoas vão se acostumando tanto com os defeitos, que já nem se incomodam mais com os riscos que correm, como uma lâmpada queimada em casa há muito tempo, de tanto adiar a troca os moradores esquecem que ali poderia haver luz.<br />
Some-se a isso um Legislativo que se dispõe ao papel de cartório do Executivo, negando-se ao exercício de suas prerrogativas de investigação e a sua autonomia e o resultado será a política sorocabana, onde tudo parece andar bem. Parece, só parece.<br />
O modelo de transporte público em Sorocaba está superado, mas esse é um outro tema e em outra oportunidade haverei de abordá-lo. Ocorre que em grande medida as pedras no caminho da modernização do transporte público são colocadas exatamente pelos contratos, acordos e desmandos havidos entre Prefeitura, Urbes e algumas empresas. Prova disso foi a não tão distante intervenção feita pela Prefeitura em uma das empresas. Outra, a recente decisão do MPT de ajuizar Ação Civil Pública para apurar supostas irregularidades no regime de promoções dentro da Urbes, algo como uma suspeita de que aquela prática sugere outros objetivos que não o bom funcionamento do transporte na cidade.<br />
Há, enfim, muitas nuvens sobre o tema e a postura da bancada petista na Câmara, de pedir a instalação de CPI que apure o caso é corretíssima. Esperemos que o Legislativo levante-se e cumpra o seu papel.</p>
<br />Filed under: <a href='https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/category/uncategorized/'>Uncategorized</a> Tagged: <a href='https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/tag/cpi/'>CPI</a>, <a href='https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/tag/urbes/'>urbes</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/paulohenriquesoranz.wordpress.com/408/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/paulohenriquesoranz.wordpress.com/408/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/paulohenriquesoranz.wordpress.com/408/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/paulohenriquesoranz.wordpress.com/408/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/paulohenriquesoranz.wordpress.com/408/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/paulohenriquesoranz.wordpress.com/408/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/paulohenriquesoranz.wordpress.com/408/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/paulohenriquesoranz.wordpress.com/408/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/paulohenriquesoranz.wordpress.com/408/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/paulohenriquesoranz.wordpress.com/408/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/paulohenriquesoranz.wordpress.com/408/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/paulohenriquesoranz.wordpress.com/408/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/paulohenriquesoranz.wordpress.com/408/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/paulohenriquesoranz.wordpress.com/408/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulohenriquesoranz.wordpress.com&amp;blog=23840415&amp;post=408&amp;subd=paulohenriquesoranz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Considerações sobre a pesquisa do Jornal Ipanema/Jovem Pan</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 13:51:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Henrique Soranz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Sorocaba]]></category>

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		<description><![CDATA[No último sábado foi publicada a primeira pesquisa de intenções de voto registrada em Sorocaba com vistas às eleições de outubro. E sobre seus resultados tomo a liberdade de deixar algumas considerações: O primeiro ponto a chamar a atenção é exatamente o quanto o tema ainda está distante das pessoas. Os três principais partidos da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulohenriquesoranz.wordpress.com&amp;blog=23840415&amp;post=403&amp;subd=paulohenriquesoranz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último sábado foi publicada a primeira pesquisa de intenções de voto registrada em Sorocaba com vistas às eleições de outubro. E sobre seus resultados tomo a liberdade de deixar algumas considerações:<span id="more-403"></span><br />
O primeiro ponto a chamar a atenção é exatamente o quanto o tema ainda está distante das pessoas. Os três principais partidos da cidade fizeram movimentos nos últimos meses que, em tese, deveriam ter despertado o interesse do eleitor, o PMDB realizou eventos suntuosos e seu pré-candidato saiu montando um grande arco de alianças com toda a pompa e circunstância, a ponto de ter ocupado grande parte dos noticiários sobre política na cidade. O PT realizou prévias e por isso também manteve-se na mídia com algum destaque e o PSDB reedita novela com o batido roteiro onde impera a dúvida e a indecisão, quando é certo que sua candidatura está decidida. Deixam a dúvida no ar apenas para garantir o espaço na mídia.<br />
Mas nada disso deu certo e 70% dos eleitores responderam não saber em quem votar na pergunta espontânea da pesquisa. Então se a seguir alguém alcança 20 ou 40% da intenção de votos na estimulada pouco importa, o fato é que as pessoas ainda não pararam pra pensar nas eleições e isso só deve ocorrer, como é nossa tradição, depois do carnaval.<br />
Penso cá com meus humildes botões que a hora é de deixar de lado as manobras que busquem pura e simplesmente fazer com que um nome apareça na mídia e que passemos a intensificar o debate e a divulgação de ideias. Se 70% dos sorocabanos ainda nem sugerem um nome, certamente sabem o que lhes aflige, o que entendem como gargalos na cidade, o que é bom e deve ser mantido e o que é ruim e precisa ser melhorado.<br />
O cenário, portanto, está aberto e há espaço pra qualquer das pré-candidaturas avançar. Espero que o PT saiba ocupá-lo e que em pouco tempo tenhamos a nossa pré-candidata, Iara Bernardi, polarizando a disputa.</p>
<p>(para ler dados da pesquisa mencionada, acesse: <a href="http://www.jornalipanema.com.br">www.jornalipanema.com.br</a>)</p>
<br />Filed under: <a href='https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/category/uncategorized/'>Uncategorized</a> Tagged: <a href='https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/tag/eleicoes/'>eleições</a>, <a href='https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/tag/pesquisa/'>pesquisa</a>, <a href='https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/tag/sorocaba/'>Sorocaba</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/paulohenriquesoranz.wordpress.com/403/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/paulohenriquesoranz.wordpress.com/403/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/paulohenriquesoranz.wordpress.com/403/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/paulohenriquesoranz.wordpress.com/403/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/paulohenriquesoranz.wordpress.com/403/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/paulohenriquesoranz.wordpress.com/403/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/paulohenriquesoranz.wordpress.com/403/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/paulohenriquesoranz.wordpress.com/403/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/paulohenriquesoranz.wordpress.com/403/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/paulohenriquesoranz.wordpress.com/403/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/paulohenriquesoranz.wordpress.com/403/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/paulohenriquesoranz.wordpress.com/403/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/paulohenriquesoranz.wordpress.com/403/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/paulohenriquesoranz.wordpress.com/403/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulohenriquesoranz.wordpress.com&amp;blog=23840415&amp;post=403&amp;subd=paulohenriquesoranz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uma história do Brasil Sem Miséria</title>
		<link>https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/2012/02/11/uma-historia-do-brasil-sem-miseria/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 14:16:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Henrique Soranz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa família]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil sem miséria]]></category>
		<category><![CDATA[dignidade]]></category>
		<category><![CDATA[resgate]]></category>

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		<description><![CDATA[Quis testar o Estado brasileiro para ver se esses milhões tinham “carne”. Eu quis saber se esses números são reais ou ao menos se faz sentido e como pode fazer sentido ter gerado uma ascensão de classe social de 60 milhões de pessoas, em menos de dez anos Por Katarina Peixoto [07.02.2012 11h10] Publicado por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulohenriquesoranz.wordpress.com&amp;blog=23840415&amp;post=398&amp;subd=paulohenriquesoranz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quis testar o Estado brasileiro para ver se esses milhões tinham “carne”. Eu quis saber se esses números são reais ou ao menos se faz sentido e como pode fazer sentido ter gerado uma ascensão de classe social de 60 milhões de pessoas, em menos de dez anos</strong></p>
<p>Por Katarina Peixoto [07.02.2012 11h10]</p>
<p><strong><em>Publicado por <a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?alterarHomeAtual=1&amp;home=S">Carta Maior</a></em></strong></p>
<p>Se os números apresentados pelo governo federal são verdadeiros, então qualquer pessoa deve poder pegar um morador de rua, ou uma pessoa em situação de risco, e inscrevê-la ao menos no Bolsa Família. Depois de pesquisar e acompanhar os dados sobre a redução da desigualdade, a entrada de mais de 30 milhões de pessoas na classe C e a saída de 28 milhões da extrema pobreza, eu pensei que poderia “ver” esses números encarnados. Trata-se de uma população maior que a de muitos países, então não deveria ser muito difícil “tirar alguém da rua”, por exemplo. Teria de ser ao menos possível e relativamente fácil; caso contrário, esses números necessariamente seriam falsificações.<span id="more-398"></span></p>
<div></div>
<div>É verdade que muitos dentre os que Jack London chamou de o povo do abismo já se quebraram, e a sua ida para as ruas não é outra coisa que a porta de entrada para todo tipo de quebradeira: a psíquica, a física, a emocional, a social. Os moradores de rua e a população excluída das cidades parecem existir para interpelar, intermitentes, o poder do estado, os governos, a assistência social.</div>
<div></div>
<div>Muitos do que se julgam bem informados leem nas magazines de fofocas semanais que o governo ou os governos seriam entidades comandadas por ladrões manipuladores. Indignados sem saber ao certo o porquê, passam pelos moradores de rua invariavelmente com raiva, quando não tampam os narizes e saem esbravejando contra o governo, que “permite” essa “palhaçada” ou “sujeira” ou “vagabundagem”.</div>
<div></div>
<div>Com tudo isso em mente e de certa forma apesar de tudo isso, eu quis testar o Estado brasileiro para ver se esses milhões tinham “carne”. Eu quis saber se esses números são reais ou ao menos se faz sentido e como pode fazer sentido ter gerado uma ascensão de classe social de 60 milhões de pessoas, em menos de dez anos. E isso sem um Plano Marshall, e sem um New Deal, e com uma política econômica determinada pela finança globalizada, engessada pela trindade do superávit primário, do câmbio flutuante e controle inflacionário via taxação de juros.</div>
<div></div>
<div><strong>Um carrinho de supermercado era a sua casa</strong></div>
<div></div>
<div>Mas essa decisão foi movida por um encontro, mais do que por informação. Eu quis testar o Estado brasileiro depois de ter conhecido o Seu Valdir e a sua filhote, a cadela Princesa, caminhando nas ruas do Bairro Bom Fim, em Porto Alegre. Ele empurrando um carrinho de supermercado que era a sua casa, cheio de coisas, bolsas, cobertores, tudo muito organizado, sob a triunfante Princesa, sentada no carrinho. Pensei que não podia ser pelas razões que imaginava, então perguntei-lhe por que ela estava sobre o carrinho, ao que ele me respondeu, confirmando a hipótese mais estapafúrdia que eu imaginara: “é que ela não tomou todas as vacinas, ainda, e a doutora disse que não era para pôr os pés na rua”. (Uma veterinária, Marília Jaconi, cuidou da Princesa gratuitamente, em solidariedade).</div>
<div></div>
<div>Começamos a conversar e eu perguntei se ele tinha o Bolsa Família. Não tinha. Perguntei se tinha documentos; tinha todos, aliás, além dos documentos, retirou do seu lar móvel uma pasta com uma inacreditável quantidade de exames, laudos, prescrições médicas e medicamentos (ordenados por cor, já que é analfabeto). “As radiografia e aqueles outros, né, de imagem, ficam lá no posto, lá, no meu arquivo”.</div>
<div></div>
<div>O Seu Valdir cuidava da Princesa (que salvou de um espancamento por um drogadito) e cuidava de si mesmo, inclusive tomando antidepressivos, “daquele comprimido branco (prozac), que a doutora, lá do Posto Santa Marta, me deu, pra meus problemas de depressão”. Também não se droga, não bebe. “O que mais o senhor tem?” “Ah”, disse, “tive um joelho esmagado na construção civil, né, quando trabalhava de assistente de pedreiro, também tenho uns problemas de coluna” e seguiu falando. Tinha carteira de isenção de passagem de ônibus, estadual e municipal, como deficiente físico.</div>
<div></div>
<div><strong>Buscando as políticas em carne e osso</strong></div>
<div></div>
<div>Depois de dois encontros e muitas perguntas respondidas, tomei a decisão de buscar a carne ou alguma carne do número de 60 milhões de brasileiros. Fazer esse cara acessar ao menos o Bolsa Família ou quem sabe o BPC, pensei, tinha de ser possível e relativamente fácil. Estávamos em maio de 2011 e hoje, passados mais de 8 meses, digo sem pestanejar que foi fácil, rápido e uma experiência surpreendente.</div>
<div></div>
<div>No dia 13 de maio de 2011, fui com o Seu Valdir à Fundação de Assistência Social – FASC, de Porto Alegre. Tinha na mente a informação de que o programa Bolsa Família havia se ampliado para abranger a população em situação de rua, desde 2010. Tinha também a informação de que o Seu Valdir preenchia requisitos para receber o BPC (embora julgasse esse um desejo irrealizável, um benefício no valor de um salário mínimo, para um cara que tá na rua e caminha?). No dia 23 de maio entramos juntos pela primeira vez no Prédio da Previdência Social, quando se abriu o processo de requerimento do BPC.</div>
<div></div>
<div>Depois de aberto o processo na Previdência, fui impedida de acompanhar o Seu Valdir. Dali em diante eu poderia ter me despedido dele, e esperaria pelas respostas que o Estado iria ou não dar, a contento. Se o Estado denegar, vou à Defensoria Pública Federal, pensei, entro com um mandado de segurança. Em um ano, no máximo, a vida desse cara vai mudar. Porque se não mudar, então esses números todos, todos esses milhões, isso tudo é mentira. Se é verdade que o Seu Valdir foi resgatado, em termos de saúde e alguma qualidade de vida, de integridade física e psíquica, pelo SUS, na pessoa da médica comunitária Isabel Munaretti, também é verdade que não cabe ao SUS tirar ninguém da rua.</div>
<div></div>
<div><strong>Porque existe o SUS e ele funciona</strong></div>
<div></div>
<div>O sujeito pode viver na rua, não ter onde dormir, nem como cozinhar, e ter assistência médica, acesso a medicamentos e exames. Porque existe o SUS e ele funciona. “Quando o senhor vai no Posto Santa Marta (ele tinha uma carteirinha de consulta em mãos), onde deixa o seu carrinho, com a Princesa?”. Respondeu-me que deixava na portaria, porque o vigilante gostava muito de brincar com ela e cuidava do carrinho dele. Na volta dessa consulta, que já estava marcada antes mesmo de nos encontrarmos, ele tocou o interfone de meu apartamento. Queria me mostrar o laudo que a doutora escreveu, recomendando a concessão do benefício. Um laudo escrito com clareza, cheio de detalhes.</div>
<div></div>
<div>Era inacreditável. Cada etapa da história parecia desmontar parte de um certo universo de crenças de classe média que eu cultivava, talvez nem sequer lendo as magazines de fofocas (que não leio nem nunca li), mas simplesmente com aquela percepção meio consolidada, embora pouco vivida, de que o estado não funciona, de que os médicos do SUS não querem saber dos pacientes, de que os funcionários públicos são inoperantes, toda essa tralha simbólica que tornou intuitiva a crença nas decisões, expectativas e apostas unicamente privadas e particulares. Tão extraordinário como cuidar da saúde de sua cadela foi saber que aquele homem, que estava na rua há mais de dez anos, tinha mais exames e diagnósticos e assistência médica do que eu, usuária de plano de saúde.</div>
<div></div>
<div>O acesso ao poder público, por meio da inscrição nos programas sociais não apenas requer um certo tempo, como pode ser insuficiente para a garantia da dignidade. Dizer que o Estado funciona não é dizer, pelo menos não ainda, que no Brasil a miséria deixou de ser uma chaga e a desigualdade, um tumor maligno. Além disso, estamos em Porto Alegre, o estado mais meridional do país, onde o frio é hostil e às vezes mortal, para quem está vulnerável. O inverno se aproximava e o Seu Valdir iria enfrentá-lo, uma vez mais, na rua. Não iria para um abrigo, nem mesmo nos piores dias, dessa vez porque não abandonaria a sua Princesa, ao relento. (O capítulo do descaso do poder público com os animais de estimação dos moradores de rua ainda será escrito com as denúncias cabíveis. A única exceção de que tenho notícia se deu na gestão de Marta Suplicy, na prefeitura de São Paulo, quando abrigos para moradores de rua contemplavam canis).</div>
<div></div>
<div>Uma amiga teve a ideia, diante de minha angústia frente ao frio que se aproximava, de alugarmos uma casa para ele e a cadelinha passarem pelo inverno. Com uns trezentos reais por mês isso seria possível. Mas e a comida, e os cuidados veterinários, e a luz? Estava fora de cogitação. Sozinha, não poderia arcar com isso, ainda mais correndo o risco de os benefícios não saírem. O que estava fazendo, adotando um sem teto? Mas o objetivo não era testar o Estado, além de ajudar esse homem a acessar os seus direitos? Irrefletidamente, a pergunta que fazia era: daqui para a frente eu não tenho mais nada a ver com isso, por que me envolver? Ele só não seria invisível porque, a título do teste em curso, eu aguardava as respostas do estado brasileiro. Até lá, a sua estada na rua não era problema meu.</div>
<div></div>
<div><strong>Generosidade, amizade e solidariedade</strong></div>
<div></div>
<div>A segunda parte desta história é feita da generosidade, da amizade e da solidariedade, como valores cultivados. A sua relação com o governo é inexistente. Testar o Estado teve um efeito rebote: e se as minhas crenças na delegação republicana das tarefas próprias do estado democrático de direito estivessem, eventualmente, a serviço da manutenção de preconceitos e de um universo de crenças mesquinhas de classe média, que mira a pobreza com uma tonalidade de indecência intolerável?</div>
<div></div>
<div>Escrevi um e-mail, contando essa história toda, para 30 pessoas, alguns mais, outros menos, amigos. Pedi ajuda para tirar o Seu Valdir da rua. Disse que ele tinha 53 anos, que era analfabeto, que tecnicamente não tinha como conseguir trabalho, dadas as suas (não) qualificações. E que a marquise onde se abrigava iria levar muita água, nos meses que se aproximavam. Seria um inverno chuvoso, além de frio. Contei que tinha encontrado uma casa, na região metropolitana. A duas quadras da casa da amiga, havia uma casa com pátio para alugar. Pelo menos até que a concessão dos benefícios ocorresse (pensava que esperaríamos 10, 12 meses, sem falar nas eventuais ações judiciais que teríamos de ajuizar), ele teria um teto, se cada um desse uma pequena quantia, seria possível. 20 pessoas responderam, topando a empreitada. Eu alugaria no meu nome, dois seriam fiadores. Cada um daria entre 20 e 50 reais por mês. “Se eu soubesse que com 50 pilas por mês tiraria um cara da rua, já estaria fazendo isso há muito tempo”, disse uma das amigas. Dentre os 20 amigos e parceiros na empreitada há jornalistas, professores universitários, estudantes, advogados e servidores públicos.</div>
<div></div>
<div>Nem todos podiam contribuir com dinheiro, ou queriam fazê-lo. Mas todos, sem exceção, tinham em casa provas de uma certa abundância de consumo que tem acometido a classe média brasileira, para além dos 60 milhões: um colchão de casal novo, uma cama de casal, botijão de gás, um fogão, banco, mesa, cadeiras, sofá, guarda-roupa, máquina de lavar roupa, talheres, panelas, copos, lençóis, toalhas, roupa, muita roupa. Tudo sobressalente. Em dois meses, o Seu Valdir tinha tudo isso e ainda uma televisão de 20 polegadas, colorida, com antena, para ver o jogo do Internacional. Compramos um balcão de pia em aço inox e uma geladeira (o sogro de nossa amiga resolveu trocar de geladeira, para abrigar as cervejas geladas num novo modelo, e vendeu uma geladeira seminova, por 240 reais).</div>
<div></div>
<div><strong>&#8220;Isso deve ser o paraíso, né?&#8221;</strong></div>
<div></div>
<div>Uma casa metade de madeira, metade de alvenaria, com dois quartos, um pátio na frente e um atrás, uma sala. Ele e a Princesa lá, sob a marquise, estavam prontos, aguardando a minha chegada, numa Kombi, para leva-los. Nervoso, em silêncio, o Seu Valdir olhava para mim como se perguntando se era verdade. Ele queria sair da rua, tinha dito isso, enfático. No dia 11 de junho, numa noite fria do inverno que ainda nem tinha chegado oficialmente, Seu Valdir e sua Princesa dormiram sob um teto. A luz só foi ligada 4 dias depois. Mas naquela noite, com as mãos trêmulas, ele se despediu de nós com a chave da casa nas mãos. Duas horas depois telefonou, para dizer que “isso deve ser o paraíso, né?”. Deve ser.</div>
<div></div>
<div>Em julho ele começou a plantar. Fez uma pequena lavoura, com tomates, alfaces, beterrabas (que chama de batata roxa, talvez porque seja guarani), espinafre, pimentão, temperos, abóboras. Pegou mais três cães, enxovalhados por donos cruéis ou simplesmente abandonados na rua. E os amigos começaram a se beneficiar da colheita desses vegetais feios, miúdos e deliciosos, sem nada de agrotóxico. Montamos um blog, ainda incipiente, para contar a história toda. Queríamos dizer às pessoas que é possível tirar um cidadão ou cidadã da rua, que há dinheiro e política em curso, no país, que é verdade e nós estávamos experimentando o quanto esse fato pode ser transformador na vida de uma pessoa.</div>
<div></div>
<div>Demos entrevistas a estudantes de jornalismo. Rejeitamos aparecer em televisões, invariavelmente dispostas a contar uma história bonita de voluntariado. A mais recente das tentativas veio com o estranho convite, feito pessoalmente a mim, a fim de que eu contasse sobre “a minha luta” para tirar um morador da rua. Todos os convites foram recusados. Não houve luta, nem voluntariado. Há um Estado e um governo que existem, nós testamos e testemunhamos isso. E há amizade e gente para quem a erradicação da miséria também implica mais felicidade e dignidade, inclusive frente a si mesmo, para além das mesquinharias de classe média.</div>
<div></div>
<div>No dia 13 de setembro o Seu Valdir tocou o interfone. Estava trêmulo e com os olhos mareados. Tinha três folhas de papel em mãos: uma com um comprovante de saque, no valor de 1291 reais, e uma carta, da Previdência Social, com um texto que começava assim: “Em atenção ao seu pedido&#8230;informamos que foi reconhecido o direito ao Benefício de Prestação Continuada etc&#8230;.”. Nos abraçamos e tudo o mais que se diga sobre a alegria daquele momento é incapaz de descrevê-lo. Os 1291 reais eram retroativos ao dia 23 de maio, quando se abriu o processo de pedido do benefício.</div>
<div></div>
<div>Hoje, cada um dos amigos que participaram da ação entre amigos colabora oficialmente com 20 reais por mês. Oficialmente, porque a imensa maioria deles se recusou a parar de contribuir ou a diminuir a contribuição. Por decisão de todos, seguimos pagando o aluguel e a luz (valor total chega a trezentos e poucos reais), em troca dos produtos da lavoura orgânica. O Seu Valdir se matriculou e depois abandonou o EJA. Teve ataques de angústia e me telefonou muitas vezes, ansioso, receando que o benefício não saísse. Quando o benefício saiu, comprou uma máquina fotográfica digital, um pequeno cortador de canteiros, para aparar sua grama, um aparelho de som para ouvir música gauchesca e estendeu o braço para a mãe, uma descendente de guarani, também analfabeta.</div>
<div></div>
<div>No momento, ele faz uma dentadura, com o superávit que as contribuições do grupo de amigos geraram. Uma veterinária amiga atende aos animais adotados por ele, inclusive a sua Princesa, a preço de custo. A outra cadela por ele adotada se chama Isabel, “como aquela princesa, né?”. E agora ele ficou sabendo que tem um programa chamado “Minha Casa, Minha Vida”. Eu o informei que as casas são muito pequenas, sem pátio, com quase nenhuma área verde. Ele respondeu: então eu vou ter de construir um lugar, comprar uma pré-moldada, né? Pode ser. Agora, pode ser.</div>
<div></div>
<div>Nenhum de nós precisou fazer isso, ninguém foi forçado e menos ainda foi requerida uma luta ou um grande esforço. A cada colheita, em cada conquista dele, a satisfação e a alegria de quem participa dessa ação entre amigos só se consolida. Há muitos capítulos nesta história e muitos são de angústia e medo. E há também um aspecto que habita um universo simbólico e afetivo de antes das palavras, que também comporta o afeto dele e nosso com os animais domésticos, então não dá para descrever, à altura, o que significa poder dizer que tiramos um cara da rua, que tem carne nos números do governo e, mais ainda, que somos parte dessa carne. Eu decidi testar o Estado e suas políticas e recebi, como resposta, na vida nossa e do Seu Valdir, que o Brasil Sem Miséria é uma realidade e, portanto, que um Brasil sem miséria é possível. Acionado em um desafio para dar vida nova a um morador de rua, o Estado brasileiro respondeu com políticas de carne e osso.</div>
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		<title>Lindbergh Farias rebate oposição e diz que governo petista não entrega patrimônio público</title>
		<link>https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/2012/02/10/lindbergh-farias-rebate-oposicao-e-diz-que-governo-petista-nao-entrega-patrimonio-publico/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 12:48:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Henrique Soranz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Aeroportos]]></category>
		<category><![CDATA[Concessão]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[Privatização]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: PT Nacional O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) entrou no debate com a oposição para colocar uma luz à interpretação de que o governo da presidenta Dilma, ao conceder para a iniciativa privada a exploração dos serviços, manutenção e obras de infraestrutura de três aeroportos, está seguindo o modelo que vigorou em oito anos do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulohenriquesoranz.wordpress.com&amp;blog=23840415&amp;post=393&amp;subd=paulohenriquesoranz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fonte: <a href="http://www.pt.org.br/noticias/view/lindbergh_farias_rebate_oposicaeo_e_diz_que_governo_petista_naeo_entrega_pa">PT Nacional</a></p>
<p><strong>O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) entrou no debate com a oposição para colocar uma luz à interpretação de que o governo da presidenta Dilma, ao conceder para a iniciativa privada a exploração dos serviços, manutenção e obras de infraestrutura de três aeroportos, está seguindo o modelo que vigorou em oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso, e entrou para a história por ter vendido o maior número de empresas públicas e estratégicas do planeta.<span id="more-393"></span></strong></p>
<p>Em entrevista para o site PT no Senado, Lindbergh lembrou que um documento do Ministério da Fazenda, em meados de 1996, recomendava a venda do Banco do Brasil, da Caixa e do BNDES e, na ânsia de vender o patrimônio público sem manter o controle, por pouco os tucanos não conseguiram vender a Petrobras. Até a mudança de nome para “Petrobrax” foi cogitada. A Vale, vendida por apenas R$ 3,2 bilhões, ilustra o modelo tucano de entrega dos bens públicos. Outro exemplo, para relembrar, foi a venda da Embratel, por R$ 400 milhões, sendo que no caixa da empresa havia em dinheiro quase R$ 800 milhões. “Privatizar do jeito que privatizaram foi um crime”, afirma o senador petista.</p>
<p>PT no Senado – Qual é a principal diferença do modelo adotado pelo governo do PT de conceder a exploração dos serviços dos aeroportos para o modelo tucano de privatizações realizadas nos oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso?</p>
<p>Lindbergh Farias &#8211; Primeiro é preciso dizer o seguinte: privatização é diferente de concessão. Na privatização estamos vendendo ativos, estamos vendendo bens públicos. Aqui nós estamos falando de uma concessão de três aeroportos. No caso, é preciso fazer outra diferenciação. As concessões quando ocorriam no governo de Fernando Henrique Cardoso eram totalmente privadas e com pouca regulamentação. Agora é diferente. Nós estamos concedendo a administração para empresas privadas desses três aeroportos por 20, 25 e 30 anos em parceria com a empresa pública. A Infraero detém 49% do capital das empresas que ganharam esses leilões e vai ter um papel relevante na regulação do Governo Federal que vai ser feita pela Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC). Nós não estamos falando de privatização como a da Companhia Vale do Rio Doce, que nós entregamos o nosso subsolo por R$ 3,1 bilhões. Isso equivalia a menos do que era o faturamento da empresa de 1995 de um ano e vale hoje menos do que a empresa recebe em três meses de atividades.</p>
<p>PT no Senado – Qual era o contexto da política de privatizações do governo de FHC?</p>
<p>Lindbergh Farias – Era um contexto que defendia o estado mínimo. Os tucanos diziam que nada que era do Estado funcionava; que o mercado era capaz de se autoregular e mandaram para cá um receituário que foi implantado em toda a América Latina a partir do Consenso de Washington e das imposições do Fundo Monetário Internacional (FMI).</p>
<p>PT no Senado – O que dizia esse receituário do estado mínimo?<!--more--></p>
<p>Lindbergh Farias &#8211; O centro do debate era a desregulamentação do sistema financeiro, a precarização das relações trabalhistas e as privatizações, era essa a essência. E o dinheiro dessas privatizações do governo FHC, a venda de bens públicos, iria simplesmente para pagar os juros da dívida. Porém, nos oito anos daquele governo a dívida pública brasileira cresceu de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) para 60%. A lógica do momento era uma política do estado mínimo. Agora, da forma que acontece a concessão, não estamos privatizando. Nós não estamos entregando ativos. Não entregamos aeroporto algum. O espaço aéreo brasileiro continuará sob controle das Forças Armadas Brasileiras (FAB). É a gestão de serviços.</p>
<p>PT no Senado – Por que estamos fazendo essa concessão?</p>
<p>Lindbergh Farias &#8211; Porque a presidenta Dilma, seguindo a política do presidente Lula, tem foco. É o modelo de desenvolvimento nacional, em que o Estado tem papel ativo tanto nos investimentos públicos como no estímulo de investimentos privados. E o que acontece hoje no Brasil é que conseguimos colocar 39 milhões de pessoas na classe média; tiramos 28 milhões de pessoas da extrema pobreza; somos a quinta economia do mundo e seremos quarta. Estamos fazendo isso com inclusão social. Fazemos a concessão dos serviços por que</p>
<p>precisamos aumentar o nosso grau de investimento. Hoje temos investimentos que correspondem a 21% do PIB e a presidenta Dilma quer chegar ao final de seu governo com algo entre 23% e 24% do PIB. Nós temos que aumentar os nossos investimentos. Aumentamos os investimentos públicos, mas temos que aumentar os investimentos privados. É dessa forma que vamos conseguir dar um salto. Cito como exemplo o caso do Rio de Janeiro na área de água e esgoto. Se nós ficarmos dependendo só do investimento público nós não resolveremos o problema de falta de água e esgoto em 30, 40 anos. Nós podemos potencializar e chamar investidores privados também para essa área. O PT não está desconfortável até porque sempre tivemos uma diferença nesse debate sobre a presença do Estado em setores estratégicos da economia.</p>
<p>PT no Senado – Qual é a diferença conceitual?</p>
<p>Lindbergh Farias &#8211; O que é que tem de estratégico nós concedermos a administração de aeroportos por determinado espaço de tempo. Isso não tem nada a ver com que o que os tucanos queriam fazer. Quiseram vender o Banco do Brasil. Eu tenho aqui e está no site do Ministério da Fazenda na época, um documento assinado pelo ministro que falava em privatização do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do BNDES. Se tivessem feito essa privatização o Brasil não tinha saído da crise de 2008. Isso sim é um setor estratégico. Privatizar a Vale do jeito que privatizaram foi um crime contra o País.</p>
<p>PT no Senado – Há outros exemplos?</p>
<p>Lindbergh Farias – Na área de telecomunicações, os tucanos entregaram às empresas privadas, algumas estrangeiras, todo o controle acionário e sem qualquer participação pública. Isso diminuiu nosso poder de regulação. O modelo que os tucanos implantaram nesse País seguia a lógica das políticas da moda da época, do Consenso de Washington, daquelas políticas neoliberais todas que eram repetidas dia-a-dia. Eu me lembro das propagandas dos órgãos de comunicação dizendo que tudo que era do Estado era um problema. E foi esse modelo que faliu o Estado brasileiro; que aumentou nossa dívida pública. O caminho dos tucanos foi a privatização, a venda do controle dos bens públicos, da desregulamentação e da precarização das relações trabalhistas.</p>
<p>PT no Senado – Qual é o caminho adotado pelo PT</p>
<p>Lindbergh Farias &#8211; O nosso caminho é outro. Nós temos projeto de desenvolvimento nacional em que o Estado tem o papel de indução da economia. Eles (oposição) criticam porque são contra isso, porque é um papel de um banco público estimular o nosso desenvolvimento econômico. Nós não temos dúvida alguma de dizer, de elogiar a concessão dos aeroportos porque está dentro desse objetivo estratégico, que é o grande Brasil com inclusão social, a construção dessa grande democracia popular. Nós sabemos que os recursos públicos para investimentos são escassos. Não são infinitos e é necessário colocar também esse aporte de recursos privados para que o Brasil consiga ser a quarta economia do mundo com inclusão social; que continue retirando pessoas da miséria e tendo uma das menores taxas de desemprego do mundo e que hoje está em 4,7%.</p>
<p>PT no Senado &#8211; Alguns senadores da oposição disseram que o PT subverteu sua própria história. Essa critica procede?</p>
<p>Lindbergh Farias – São completamente falsas e respondo a eles: nós não estamos fazendo privatização. Nós estamos concedendo a administração de três aeroportos. Primeiro, não estamos vendendo ativos. Segundo, nós estamos concedendo com a participação de uma empresa pública, a Infraero, que terá 49% e será o olho do governo lá dentro. Nós vamos ter como fiscalizar, estar presente e a Anac terá mais instrumentos para fazer a regulamentação. Terceiro, nós não estamos falando de setores estratégicos, como os tucanos, porque se nós não tivéssemos ido às ruas no governo de Fernando Henrique Cardoso, não tenho dúvida em dizer que eles teriam privatizado o Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNDES e ameaçado a Petrobras.</p>
<p>PT no Senado – Os tucanos realmente tentaram vender a Petrobras?</p>
<p>Lindbergh Farias – Os tucanos chegaram, inclusive, a falar em mudar o nome da Petrobras para Petrobrax para atrair investidor estrangeiro. A gente viveu tudo isso no Brasil. Nós estamos no governo da presidenta Dilma dando continuidade do que foi feito no governo do presidente Lula, mudando o Brasil que hoje é referência nesse debate da crise financeira internacional.</p>
<p>PT no Senado – Porque?</p>
<p>Lindbergh Farias – Por que estamos propondo um outro caminho. Um caminho de crescimento pela confirmação de que houve inclusão social. Colocamos 39 milhões de pessoas na classe média e criamos um enorme mercado de consumo de massas. Não há problema algum. Eles (oposição) falam como se tudo fosse do Estado. Não há problema nenhum. Pelo contrário, o governo arrecadou R$ 24,5 bilhões com a concessão dos serviços de exploração dos aeroportos e vamos trazer recursos privados para aumentar a capacidade de investimento do País. Esse é o enorme gargalo que temos. Precisamos aumentar os investimentos e isso é fundamental para combater a inflação.</p>
<p>PT no Senado – O valor arrecadado no leilão de concessão de três aeroportos, no valor de R$ 24,5 bilhões, praticamente foi R$ 2 bilhões acima do valor arrecadado com a privatização de todo o Sistema Telebrás, em 1998. Porque essa diferença?</p>
<p>Lindbergh Farias &#8211; Se retirarmos a privatização das teles, tudo que foi vendido pelos tucanos até 31 de dezembro de 1998 soma R$ 19 bilhões. Com o dólar naquele dia a entrega de 100% do controle dos bens públicos corresponde a US$ 14 bilhões. Note que só a concessão dos serviços de três aeroportos a arrecadação foi de R$ 24,5 bilhões. Nesse aspecto nem comento, mas quero ver quem da oposição dirá que teve conluio nos leilões dos aeroportos. Não houve. Foi um processo diferente da privatização dos tucanos, cercado de suspeitas e histórias mal contadas.</p>
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		<title>Sobre minha saída do mandato do Dep. Hamilton</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 12:58:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Henrique Soranz</dc:creator>
				<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Sorocaba]]></category>

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		<description><![CDATA[Amig@s, À partir desta data deixo de integrar os quadros do mandato do Deputado Hamilton Pereira, ainda há um ou outro trabalho sendo concluído, mas minha saída já é certa. Durante onze anos tive o privilégio e a honra de militar e trabalhar ao lado de alguns dos mais valorosos companheiros que tenho no PT, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulohenriquesoranz.wordpress.com&amp;blog=23840415&amp;post=387&amp;subd=paulohenriquesoranz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amig@s,<br />
À partir desta data deixo de integrar os quadros do mandato do Deputado Hamilton Pereira, ainda há um ou outro trabalho sendo concluído, mas minha saída já é certa. Durante onze anos tive o privilégio e a honra de militar e trabalhar ao lado de alguns dos mais valorosos companheiros que tenho no PT, a começar pelo próprio Hamilton<span id="more-387"></span>.  Por seis desses anos cumpri a tarefa de coordenar referido mandato e no último ano dediquei-me a chefia daquele gabinete na ALESP.<br />
Além disso, tive também a oportunidade de participar das coordenações das campanhas de 2006, 2008 e 2010. Mais que isso, pude aprender e dividir experiências com muitos que em meio a caminhada se tornaram amigos.<br />
No entanto, na política, como em muito de nossas vidas, cumprimos ciclos. E o meu naquele mandato encerrou-se. É claro que da melhor forma, com respeito mútuo e com portas abertas para que continuemos a trabalhar no mesmo sentido, apenas por meios diferentes a partir de agora.<br />
Daqui até o mês de outubro passo a me dedicar exclusivamente as campanhas do PT, aí incluídas as tarefas que devo assumir na Executiva do PT/SP, as que me couberem na corrente em que milito no partido, a CNB, e principalmente a eleição da companheira Iara Bernardi à Prefeitura e a um novo desafio que assumi recentemente, o de construir minha candidatura à Câmara de Sorocaba. A campanha só se inicia em julho, mas há muito a ser construído até lá e nesse sentido desde já peço o apoio e a ajuda de quem puder ou estiver disposto a me acompanhar nessa caminhada.<br />
Meus sinceros agradecimentos ao companheiro Hamilton pelos anos de aprendizado que de alguma forma tenha me proporcionado e a todos e todas que participaram dos mesmos. Sigo na luta, agora em outras trincheiras!<br />
Abraços,<br />
Paulo Henrique Soranz</p>
<br />Filed under: <a href='https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/category/pt/'>PT</a>, <a href='https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/category/sorocaba/'>Sorocaba</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/paulohenriquesoranz.wordpress.com/387/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/paulohenriquesoranz.wordpress.com/387/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/paulohenriquesoranz.wordpress.com/387/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/paulohenriquesoranz.wordpress.com/387/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/paulohenriquesoranz.wordpress.com/387/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/paulohenriquesoranz.wordpress.com/387/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/paulohenriquesoranz.wordpress.com/387/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/paulohenriquesoranz.wordpress.com/387/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/paulohenriquesoranz.wordpress.com/387/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/paulohenriquesoranz.wordpress.com/387/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/paulohenriquesoranz.wordpress.com/387/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/paulohenriquesoranz.wordpress.com/387/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/paulohenriquesoranz.wordpress.com/387/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/paulohenriquesoranz.wordpress.com/387/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=paulohenriquesoranz.wordpress.com&amp;blog=23840415&amp;post=387&amp;subd=paulohenriquesoranz&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Privataria Tucana &#8211; O filme</title>
		<link>https://paulohenriquesoranz.wordpress.com/2012/02/03/privataria-tucana-o-filme/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 21:15:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Henrique Soranz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Privataria Tucana]]></category>

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		<title>Cuba, Pinheirinho, Cracolândia, Direitos Humanos e hipocrisia</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 12:37:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Henrique Soranz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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<p>Em razão da recente visita da Presidenta Dilma a Cuba setores da imprensa brasileira não perderam a oportunidade de exercitar o rancor e o preconceito com um povo que teima em ser digno, mesmo que tudo conspire contra.<br />
Pouco se noticia por aqui as iniciativas de cooperação entre as nações, destaque mesmo apenas ao fato de a Presidente ter feito a irretocável declaração de que o debate em torno do respeito aos direitos humanos, em outras palavras, deve servir tanto a Chico quanto a Francisco. Disse literalmente que nesses casos, quem atira a primeira pedra deve tomar cuidado com o próprio telhado de vidro.<span id="more-380"></span><br />
A indignada imprensa parece chocada com isso. Esperava críticas ao regime cubano. Não usaram dos mesmos princípios na abordagem do violento despejo da comunidade do Pinheirinho, tampouco nos estúpidos excessos cometidos na “higienização” da cracolândia, em São Paulo.<br />
É praticamente impossível formar opinião sobre o que de fato acontece em Cuba ou na Venezuela, por exemplo, somente à partir das informações que nos são passadas pela imprensa brasileira. Estive em Cuba há dois anos e se é verdade que encontrei um país com sérias dificuldades e enfrentando lamentáveis restrições, é também verdade que encontrei um povo feliz e orgulhoso de sua própria resistência. E, principalmente, consciente de que é impossível medir as virtudes e os defeitos do regime ali adotado em uma situação de absoluta privação provocada pelo embargo econômico imposto pelo governo dos EUA.<br />
Evidente que há violações aos direitos humanos em Cuba e em nenhum momento as defendo. Assim como seria impossível defender a prisão de Guantánamo ou a condenação arbitrária dos cinco cubanos &#8211; Antônio Guerrero, Fernando Gonzalez, Geraldo Hernandez, Ramon Labañino e René González &#8211; presos nos EUA, desde 1998, quando investigavam atividades terroristas contra o seu país.<br />
A defesa das liberdades e do respeito à dignidade humana não deve partir dos limites de fronteiras. Há muito mais que isso. Deve ser uma bandeira humanitária e internacional onde cada qual inicie a crítica por suas próprias práticas.<br />
Paulo Henrique Soranz<br />
Advogado e dirigente do PT/SP</p>
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