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Posts Tagged ‘eleições 2012’

Debate Aberto #4: Educação

É impossível manter bons índices de crescimento e o combate as desigualdades de um município sem um sério e importante investimento em educação. Com novas indústrias e o Parque Tecnológico instalado, Sorocaba precisa de rápida recuperação nessa área e pontos como: formação e qualificação profissional, maior oferta de vagas em creches e valorização dos profissionais da educação não podem ficar fora dos debates eleitorais deste ano. Leia mais…

Debate aberto #3: Direitos dos animais

Há, na sociedade, uma crescente sensibilização sobre os direitos dos animais, e a consciência da importância das políticas públicas neste campo, que, em Sorocaba, são praticamente inexistentes. É preciso atender esta necessidade por um compromisso ético bem como por conta da falta de atendimento ser um potencial gerador de problemas no campo da Saúde Pública.

A estrutura física para o atendimento às poucas ações voltadas aos animais é precária. Há um canil, pequeno e mal preparado para atender a demanda da cidade. As campanhas de castração e as feiras de adoção, apesar da boa vontade dos poucos funcionários que atuam no setor, tem como resultado números pífios.

Apesar disso, a cidade conta com iniciativas importantes: foi a primeira cidade no Brasil a proibir o uso de animais em circos. Também são proibidas as provas de rodeio. Aqui se criou a segunda delegacia especializada em atender denúncias de maus tratos a animais que, aliás, segundo consta, não está atendendo conforme o que se pretendia, inicialmente.

O poder Executivo porém, não construiu uma política pública nesta área e ainda se viu, recentemente envolvido em denúncias de maus tratos.

Dessa forma, entendemos ser essencial a luta para que sejam formuladas políticas públicas de atenção aos animais integradas com outras de importantes áreas como a Saúde, a Educação o Esporte e o Lazer, por exemplo. O princípio norteador será o mesmo do Sistema Único de Saúde – a prioridade à prevenção e o acesso universal aos serviços públicos nesta área.

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Debate aberto #2: Inclusão digital, software livre e dados abertos

Vivemos na era da sociedade do conhecimento, onde saber usar um computador pessoal e acessar a rede mundial de computadores são pré-requisitos não apenas para o mercado de trabalho, mas para acesso a serviços básicos e o pleno exercício da cidadania.

Apesar disso, o número de pessoas excluídas digitalmente é enorme. Tal fato é preocupante, uma vez que a falta de acesso aos conhecimentos compartilhados definirá, também, o papel que os países ocuparão no futuro. E para os indivíduos, determinará o lugar que eles ocuparão na sociedade, tornando-se, a exclusão digital, uma das piores formas de exclusão.

Assim, uma das principais preocupações de nossos representantes deve ser construir políticas públicas visando a Inclusão Digital. Por sinal, o tema é promessa comum no discurso de muitos, mas inclusão digital não pode se resumir a sentar alguém na frente de uma máquina com Windows e ensiná-lo a usar alguns aplicativos.

Trata-se de garantir, através de políticas públicas consistentes, que as pessoas tenham acesso a equipamentos, individuais ou em telecentros, que tenham acesso à rede mundial de computadores com velocidades de conexão razoáveis e que sejam capacitadas a usar softwares para resolver seus problemas, preferencialmente software livre.

Quando se fala em inclusão digital através do software livre, a principal objeção levantada é que os adolescentes aprenderão a usar sistemas operacionais e outros aplicativos que não seriam “populares” ou “conhecidos”, e, portanto, que seriam pouco usados no mercado de trabalho. Nada mais falso. Quem conhece o mundo do software livre, pode usar tranquilamente sistemas proprietários, como o Windows, e o conjunto de ferramentas MS Office. Será, inclusive, um usuário “avançado” de tais aplicativos, já que conhece outros sistemas.

Além disso, o software livre, aplicado aos esforços no campo da inclusão digital, tem outras vantagens. Em um país que possui uma grande parcela de sua população na pobreza, não pode se permitir gastar milhões de reais dos cofres públicos com licenças de software, quando se tem uma alternativa de qualidade igual ou melhor para determinadas funções ou tarefas.

Por fim, uma sociedade inclusiva digitalmente, também será uma sociedade que fiscalizará melhor seus representantes, uma sociedade onde a democracia será mais aprimorada. Em se tratando da coisa pública, não há garantias absolutas de honestidade. A principal garantia que se pode oferecer aos cidadãos é a transparência completa do que diz respeito ao governo de nossos governantes. Isso só é possível, em última instância, com a adoção de dados abertos e quando a maioria das pessoas souberem acessar tais dados.

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