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Posts Tagged ‘Juventude’

Reforma política 2 – A hora de mexer nas estruturas

ImageHá alguns dias postei um pequeno texto com minha opinião sobre as formas de financiamento de campanhas e as distorções do atual modelo. Pretendia logo em seguida postar este tratando de um outro ponto de uma necessária reforma política no Brasil. Quem diria que num intervalo de tempo tão curto esse assunto iria ganhar contornos tão mais importantes como agora?

Pois é, a moçada está nas ruas e isso é muito legal. Tenho pra mim que nada é mais valoroso na formação da consciência crítica que o conjunto teoria + prática. A geração que se dedica aos estudos da política, dos modelos e dos sistemas, mas que não age, fica chata, cheia de razão que nem sequer tentou testar, guarda aquela impressão de quem não se dispôs a lutar. Os que também só vão pra rua, sem base teórica que sustente essa ação, acabam sendo preza fácil aos que precisam de um gado, de uma massa pra manobrar. Agora, os que reúnem as duas práticas, de formular/estudar e agir, esses sim são os imprescindíveis.

E aí eis que surge uma galera contra todo e qualquer partido político. Será mesmo esse o caminho? Na minha humilde opinião, esse é um erro grave. Aquele tradicional de matar o mensageiro quando o recado é ruim. Os fatos ou o autor da carta, em geral passam ilesos por tudo isso.

Um regime democrático precisa de partidos políticos, não sobrevive sem eles. O problema, portanto, não está na existência dos tais, mas na existência e insistência de quem comanda muitos dos mesmos e no modelo eleitoral brasileiro que permite algumas aberrações.

A luta, portanto, não deve ser posta contra partidos, mas contra a atual estrutura partidária e eleitoral brasileira. Debater as formas de financiamento de campanhas, discutir o voto em lista, debater formas para que se garanta uma representação proporcional real nos parlamentos, com a paridade de vagas para homens e mulheres, por exemplo, o fim das alianças partidárias, sobretudo para as eleições proporcionais. Enfim, há muito a ser feito pra melhorar e aperfeiçoar o nosso modelo. Matar os mensageiros só fortalece os autores da mensagem, no caso, os grandes caciques da política.

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Do blog do Nassif: Jovens vão às ruas e nos mostram que desaprendemos a sonhar

Não costumo me utilizar desse tipo de recurso neste espaço, o “copia e cola”. Só muito excepcionalmente faço isso. No caso, em questão é porque o texto é muito bom. Segue:

Por Andre Borges Lopes em http://www.advivo.com.br/luisnassif

AOS QUE AINDA SABEM SONHAR

O fundamental não é lutar pelo direito de fumar maconha em paz na sala da sua casa. O fundamental não é o direito de andar vestida como uma vadia sem ser agredida por machos boçais que acham que têm esse direito porque você está “disponível”. O fundamental não é garantir a opção de um aborto assistido para as mulheres que foram vítimas de estupro ou que correm risco de vida. O fundamental não é impedir que a internação compulsória de usuários de drogas se transforme em ferramenta de uma política de higienismo social e eliminação estética do que enfeia a cidade. O fundamental não é lutar contra a venda da pena de morte e da redução da maioridade penal como soluções finais para a violência. O fundamental não é esculachar os torturadores impunes da ditadura. O fundamental não é garantir aos indígenas remanescentes o direito à demarcação das suas reservas de terras. O fundamental não é o aumento de 20 centavos num transporte público que fica a cada dia mais lotado e precário.

O fundamental é que estamos vivendo uma brutal ofensiva do pensamento conservador, que coloca em risco muitas décadas de conquistas civilizatórias da sociedade brasileira.

O fundamental é que sob o manto protetor do “crescimento com redução das desigualdades” fermenta um modelo social que reproduz – agora em escala socialmente ampliada – o que há de pior na sociedade de consumo, individualista ao extremo, competitiva, ostentatória e sem nenhum espaço para a solidariedade.

O fundamental é que a modesta redução da nossa brutal desigualdade social ainda não veio acompanhada por uma esperada redução da violência e da criminalidade, muito pelo contrário. E não há projeto nacional de combate à violência que fuja do discurso meramente repressivo ou da elegia à truculência policial.

O fundamental é que a democratização do acesso ao ensino básico e à universidade por vezes deixam de ser um instrumento de iluminação e arejamento dos indivíduos e da própria sociedade, e são reduzidos a uma promessa de escada para a ascensão social via títulos e diplomas, ao som de sertanejo universitário.

O fundamental é que os políticos e grandes partidos antigamente ditos “libertários” e “de esquerda” hoje abriram mão de disputar ideologicamente os corações e mentes dos jovens e dos novos “incluídos sociais” e se contentam em garantir a fidelidade dos seus votos nas urnas, a cada dois anos.

O fundamental é que os políticos e grandes partidos antigamente ditos “sociais-democratas” já não tem nada a oferecer à juventude além de um neo-udenismo moralista que flerta desavergonhadamente com o autoritarismo e o fascismo mais desbragados.
O fundamental é que a promessa da militância verde e ecológica vai aos poucos rendendo-se aos balcões de negócio da velha política partidária ou ao marketing politicamente correto das grandes corporações.

O fundamental é que os sindicatos, movimentos populares e organizações estudantis estão entregues a um processo de burocratização, aparelhamento e defesa de interesses paroquiais que os torna refratários a uma participação dinâmica, entusiasmada e libertária.

O fundamental é que temos em São Paulo um governo estadual que é francamente conservador e repressivo, ao lado de um governo federal que é supostamente “progressista de coalizão”. Mas entre a causa da liberação da maconha e defesa da internação compulsória, ambos escolhem a internação. Entre as prostitutas e a hipocrisia, ambos ficam com a hipocrisia. Entre os índios e os agronegócio, ambos aliam-se aos ruralistas. Entre a velha imprensa embolorada e a efervescência libertária da Internet, ambos namoram com a velha mídia. Entre o estado laico e os votos da bancada evangélica, ambos contemporizam com o Malafaia. Entre Jean Willys e Feliciano, ambos ficam em cima do muro, calculando quem pode lhes render mais votos.

O fundamental é que o temor covarde em expor à luz os crimes e julgar os aqueles agentes de estado que torturaram e mataram durante da ditadura acabou conferindo legitimidade a auto-anistia imposta pelos militares, muitos dos quais hoje se orgulham publicamente dos seus crimes bárbaros – o que nos leva a crer que voltarão a cometê-los se lhes for dada nova oportunidade.

O fundamental é que vivemos numa sociedade que (para usar dois termos anacrônicos) vai ficando cada vez mais bunda-mole e careta. Assustadoramente careta na política, nos costumes e nas liberdades individuais se comparada com os sonhos libertários dos anos 1960, ou mesmo com as esperanças democráticas dos anos 1980. Vivemos uma grande ofensiva do coxismo: conservador nas ideias, conformado no dia-a-dia, revoltadinho no trânsito engarrafado e no teclado do Facebook.

O fundamental é que nenhum grupo político no poder ou fora dele tem hoje qualquer nível mínimo de interlocução com uma parte enorme da molecada – seja nas universidades ou nas periferias – que não se conforma com a falta de perspectivas minimamente interessantes dentro dessa sociedade cada vez mais bundona, careta e medíocre.

Os mesmos indignados que se esgoelam no mundo virtual clamando que a juventude e os estudantes “se levantem” contra o governo e a inação da sociedade, são os primeiros a pedir que a tropa de choque baixe a borracha nos “vagabundos” quando eles fecham a 23 de Maio e atrapalham o deslocamento dos seus SUVs rumo à happy-hour nos Jardins.

Acuados, os políticos “de esquerda” se horrorizam com as cenas de sacos de lixo pegando fogo no meio da rua e se apressam a condenar na TV os atos de “vandalismo”, pois morrem de medo que essas fogueiras causem pavor em uma classe média cada vez mais conservadora e isso possa lhes custar preciosos votos na próxima eleição.

Enquanto isso a molecada, no seu saudável inconformismo, vai para as ruas defender – FUNDAMENTALMENTE – o seu direito de sonhar com um mundo diferente. Um mundo onde o ensino, os trens e os ônibus sejam de qualidade e gratuitos para quem deles precisa. Onde os cidadãos tenham autonomia de decidir sobre o que devem e o que não devem fumar ou beber. Onde os índios possam nos mostrar que existem outros modos de vida possíveis nesse planeta, fora da lógica do agribusiness e das safras recordes. Onde crenças e religião sejam assunto de foro íntimo, e não políticas de Estado. Onde cada um possa decidir livremente com quem prefere trepar, casar e compartilhar (ou não) a criação dos filhos. Onde o conceito de Democracia não se resuma à obrigação de digitar meia dúzia de números nas urnas eletrônicas a cada dois anos.

Sempre vai haver quem prefira como modelo de estudante exemplar aquele sujeito valoroso que trabalha na firma das 8 da manhã às 6 da tarde, pega sem reclamar o metrô lotado, encara mais quatro horas de aulas meia-boca numa sala cheia de alunos sonolentos em busca de um canudo de papel, volta para casa dos pais tarde da noite para jantar, dormir e sonhar com um cargo de gerente e um apartamento com varanda gourmet.

Não é meu caso. Não tenho nem sombra de dúvida de que prefiro esses inconformados que atrapalham o trânsito e jogam pedra na polícia. Ainda que eles nos pareçam filhinhos-de-papai, ingênuos em seus sonhos, utópicos em suas propostas, politicamente manobráveis em suas reivindicações, irresponsavelmente seduzidos pelos provocadores de sempre.

Desde a Antiguidade, esses jovens ingênuos e irresponsáveis são o sal da terra, a luz do sol que impede que a humanidade apodreça no bolor da mediocridade, na inércia do conformismo, na falta de sentido do consumismo ostentatório, nas milenares pilantragens travestidas de iluminação espiritual.

Esses moleques que tomam as ruas e dão a cara para bater incomodam porque quebram vidros, depredam ônibus e paralisam o trânsito. Mas incomodam muito mais porque nos obrigam a olhar para dentro das nossas próprias vidas e, nessa hora, descobrimos que desaprendemos a sonhar.

Juventude e Participação

A participação e organização da juventude acontecem de diversas formas, através dos Movimentos Estudantis, Movimentos Sociais, Sindicatos, Partidos Políticos, Associações de Moradores, Conselhos de Direito, Grupos de base, entre outros. Estamos em um período onde muito se fala sobre a participação da juventude nos meios sociais. Para abordar tal temática é impossível não levarmos em consideração uma questão essencial, a cidadania. Leia mais…

Lançamento da Frente Parlamentar de Juventude

O estado de São Paulo deu um importante passo para que tenhamos Políticas Públicas efetivas para juventude do maior estado do Brasil. No último dia 21/03 aconteceu o lançamento da Frente Parlamentar de Juventude, na Assembleia Legislativa do estado e contou com a participação de diversas organizações e movimentos juvenis. Leia mais…

Juventude e Protagonismo Estudantil

É impossível falarmos sobre juventude sem pensarmos no contexto escolar. Essa ligação direta só é possível graças ao empenho de tantos/as alunos/as que ao longo da história se organizaram e lutaram para uma educação de qualidade, para que a comunidade escolar seja democrática e valorize todos/as alunos/as presentes neste espaço. Leia mais…

Estatuto da Juventude avança no senado federal

Desde 2004 estamos caminhando para construção de políticas públicas para juventude com o propósito de assegurar vida digna para mais de 51 milhões de jovens ou ¼ da população brasileira. Algumas conquistas já foram obtidas como a criação da Secretaria Nacional de Juventude, criação do Conselho Nacional de Juventude, PEC da Juventude entre outras, porém podemos afirmar que estamos em um período extremamente importante e significativo para toda a juventude brasileira. Leia mais…

Qual juventude a mídia quer construir?

Por Wellington Santos – Tom

Desde muito tempo alguns setores da sociedade fizeram um esforço muito grande para construir a imagem da juventude conforme lhes convém.  No dias atuais, a função dessa construção é totalmente da mídia, seja pelos programas sensacionalistas, ou pelos programas que tentam mostrar uma juventude perfeita.

Diante desta exposição pela grande mídia em todos meios de comunicação é preciso questionar se realmente essa é a forma de pensar e visualizar a juventude de hoje.

Leia mais…

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