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Posts Tagged ‘paulo henrique soranz’

Debate Aberto #4: Educação

É impossível manter bons índices de crescimento e o combate as desigualdades de um município sem um sério e importante investimento em educação. Com novas indústrias e o Parque Tecnológico instalado, Sorocaba precisa de rápida recuperação nessa área e pontos como: formação e qualificação profissional, maior oferta de vagas em creches e valorização dos profissionais da educação não podem ficar fora dos debates eleitorais deste ano. Leia mais…

Debate aberto #2: Inclusão digital, software livre e dados abertos

Vivemos na era da sociedade do conhecimento, onde saber usar um computador pessoal e acessar a rede mundial de computadores são pré-requisitos não apenas para o mercado de trabalho, mas para acesso a serviços básicos e o pleno exercício da cidadania.

Apesar disso, o número de pessoas excluídas digitalmente é enorme. Tal fato é preocupante, uma vez que a falta de acesso aos conhecimentos compartilhados definirá, também, o papel que os países ocuparão no futuro. E para os indivíduos, determinará o lugar que eles ocuparão na sociedade, tornando-se, a exclusão digital, uma das piores formas de exclusão.

Assim, uma das principais preocupações de nossos representantes deve ser construir políticas públicas visando a Inclusão Digital. Por sinal, o tema é promessa comum no discurso de muitos, mas inclusão digital não pode se resumir a sentar alguém na frente de uma máquina com Windows e ensiná-lo a usar alguns aplicativos.

Trata-se de garantir, através de políticas públicas consistentes, que as pessoas tenham acesso a equipamentos, individuais ou em telecentros, que tenham acesso à rede mundial de computadores com velocidades de conexão razoáveis e que sejam capacitadas a usar softwares para resolver seus problemas, preferencialmente software livre.

Quando se fala em inclusão digital através do software livre, a principal objeção levantada é que os adolescentes aprenderão a usar sistemas operacionais e outros aplicativos que não seriam “populares” ou “conhecidos”, e, portanto, que seriam pouco usados no mercado de trabalho. Nada mais falso. Quem conhece o mundo do software livre, pode usar tranquilamente sistemas proprietários, como o Windows, e o conjunto de ferramentas MS Office. Será, inclusive, um usuário “avançado” de tais aplicativos, já que conhece outros sistemas.

Além disso, o software livre, aplicado aos esforços no campo da inclusão digital, tem outras vantagens. Em um país que possui uma grande parcela de sua população na pobreza, não pode se permitir gastar milhões de reais dos cofres públicos com licenças de software, quando se tem uma alternativa de qualidade igual ou melhor para determinadas funções ou tarefas.

Por fim, uma sociedade inclusiva digitalmente, também será uma sociedade que fiscalizará melhor seus representantes, uma sociedade onde a democracia será mais aprimorada. Em se tratando da coisa pública, não há garantias absolutas de honestidade. A principal garantia que se pode oferecer aos cidadãos é a transparência completa do que diz respeito ao governo de nossos governantes. Isso só é possível, em última instância, com a adoção de dados abertos e quando a maioria das pessoas souberem acessar tais dados.

Debate aberto #1: Juventude

As campanhas, é verdade, ainda pouco ocupam os espaços das caixas de correio ou de mensagens. Também ainda não ganharam as ruas, mas em poucas horas de liberação já avançaram pelas redes sociais.

E um dos temas que merece melhor atenção (que a dispensada até aqui) é o relacionado a juventude. Em geral, tenho visto candidatos associarem quase que automaticamente o jovem aos problemas, a segurança e a dependência química. Pois proponho o debate em torno de outros termos. Até pelo entendimento de não haver “a juventude”, mas “as juventudes”. E dentre elas, é claro, também as drogas e a violência são temas, mas é justo que se diga que são temas nos quais os jovens figuram muito mais como vítimas, do que como autores e em geral a mídia inverte os papeis e a população aceita a tese como verdadeira.

Por mais que cause certa repulsa em muita gente, o bom das campanhas eleitorais é que elas abrem espaço para boas conversas e é aí que quero chegar. Como o assunto é muito amplo e por acreditar que uma candidatura só vale a pena se servir ao debate, quero destacar neste texto alguns poucos eixos que nortearão minha candidatura quanto as políticas públicas voltadas à juventude: o bom debate entre autores e vítimas da violência, a defesa das resoluções da 2ª Conferência Nacional de Juventude, o apoio pleno ao COMJOV, defendendo inclusive que a participação da juventude seja na elaboração e na execução das políticas formuladas, a colaboração com os coletivos, movimentos e organizações juvenis e a defesa do direito ao acesso a cultura, a educação e ao lazer, sobretudo com a implantação do passe livre aos estudantes.

São esses alguns dos temas que abrimos ao debate com a juventude durante este período eleitoral.

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